Foco Digital: Digital sim, impresso também!

Este é o primeiro vídeo “Foco Digital”, uma iniciativa do grupo EducAção Digit@l do Colégio Salesiano Itajaí. A proposta é de que possamos refletir juntos sobre as mudanças que estão ocorrendo na educação com relação ao uso de tecnologias, a partir dos questionamentos e inquietações que percebemos no dia-a-dia da escola ou que são trazidos pela comunidade educativa.

O tema “Digital sim, impresso também!” procura esclarecer as dúvidas especialmente dos Pais e Mães sobre o MDD – Material Didático Digital.

Participe conosco, enviando seus comentários e sugestões de próximos temas!

Tem uma baleia azul no meio da sala!

Pais e Mães, este texto é para vocês. É também para qualquer um que participa da vida de adolescentes.

Quem tem mais idade lembra que quando surgia um assunto incômodo, que ninguém gostaria de falar, usava-se a expressão “tem um elefante na sala de estar”. Pois é, nestes tempos digitais o elefante virou uma Baleia. Azul.

A RSB – Escolas publicou uma carta que informa e orienta as famílias para encarar mais esta novidade. Está publicada no site do nosso Colégio. Leia e compartilhe: Tem uma baleia azul no meio da sala.

Bate-papo sobre o WhatsApp

downloadAs turmas dos 5ºs anos participaram, na primeira semana de abril, de um bate-papo especial sobre redes sociais e internet, com foco no WhatsApp. A conversa foi conduzida pela jornalista da escola, Gisele Mendes, e acompanhada da orientadora disciplinar, Aline Coelho. O objetivo foi orientar as crianças quanto aos cuidados necessários ao utilizar estes recursos, já que muitas já estão utilizando.

De acordo com os Termos de Uso do aplicativo, o WhatsApp destina-se a quem tem mais de 13 anos. Para quem tem menos, é necessário que o Responsável Legal concorde com os Termos de Uso e acompanhe a utilização. A decisão de disponibilizar o aplicativo para as crianças deve ser da família, que caso opte por liberar o uso, tem o dever de acompanhar. Dito isso, a primeira dica foi a importância de ter um adulto responsável, e amigo, que ajude a olhar o celular, verificar as postagens e com quem a criança possa conversar caso fique desconfiada de alguma coisa.

A segunda dica foi relacionada ao Direito de Imagem. Foi esclarecido que as crianças não podem fotografar, gravar áudios ou vídeos seus e de seus colegas e publicar nas redes sociais. As publicações de imagens de crianças, em qualquer espaço, só podem ser feitas após a autorização do responsável legal.

Por fim, foi lembrada a postura adequada nestes espaços, afinal, “aquilo que não é legal de falar no pátio, também não é legal falar na internet” e sobre os cuidados com linguagens agressivas, piadas que podem ser ofensivas, comentários sobre os colegas, cyberbullying, entre outros. Importante também não escrever segredos por ali.

Em todas as salas a conversa foi muito produtiva e as crianças participaram bastante, com dúvidas e exemplos. Que tal continuar este papo em casa? Educação Digital é formar cidadão ético e responsável no uso da internet!

No ano passado, o grupo do Projeto EducAção Digit@l publicou um post sobre pais e mães nos grupos de WhatsApp, com dicas bem legais. Clique aqui para ler: Se você fosse falar alguma coisa sobre seu filho, sua filha, com a escola, seria na frente de todo mundo?

Visite a notícia no site do colégio, clicando aqui.

Revista EducAção Digit@l – 2ª edição

No dia 06 de dezembro de 2016 foi realizada uma palestra sobre o cérebro e a tecnologia, durante o lançamento da 2ª edição da revista EducAção Digit@l!

A palestra, proferida pela psicóloga Carla Giugno, tratou da importância dos cuidados com a formação do cérebro das crianças e adolescentes enfatizando que estímulos e atividades proporcionados nesta fase são determinantes para o funcionamento sadio do cérebro na vida adulta. Com a participação ativa dos pais, Carla deu dicas de como pais e educadores podem ajudar neste processo.

Clique sobre a imagem para acessar a revista, elaborada pelo grupo de pais e educadores do projeto EducAção Digit@l do Colégio Salesiano Itajaí. Nela você vai encontrar diversos artigos que trazem reflexões sobre a influência da tecnologia em nossas vidas. Aproveite e compartilhe suas reflexões conosco!

revista2

Estamos cuidando bem da formação do cérebro das nossas crianças e adolescentes?

Crianças e adolescentes estão em formação do corpo e do cérebro. Os estímulos e atividades proporcionados nesta fase serão determinantes para o funcionamento sadio do cérebro na vida adulta.

Como funciona o cérebro com o excesso de estímulos tecnológicos? Como pais e educadores podem ajudar neste processo?

Esta é a temática da palestra que será proferida pela psicóloga Carla Giugno, por ocasião do lançamento da segunda edição da revista EducAção Digit@l do Colégio Salesiano.

Venha refletir conosco!

Data: 06/12
Horário: 19h30min
Local: Auditório Domingos Sávio.

Boatos de Internet

É impressionante a quantidade de mensagens que circulam na internet e que são de conteúdo, no mínimo, duvidoso. Além dos boatos políticos, elas vão desde receitas milagrosas a campanhas de ajuda humanitárias… Vez por outra, nos deparamos com a dúvida: Será que isso é verdade?

Exitem vários sites especializados que podem ser consultados sempre que você tiver dúvida, como o “infoboatos” e o “infowester”. É importante  esta verificação, pois não queremos ser propagadores de falsas notícias e podemos colaborar para uma internet mais segura.

Recebemos hoje da Eliane Nascimento (mãe que participa do grupo EducAção Digit@l) uma imagem publicada pelo Twitter do Senado Federal com boas dicas para se prevenir. Veja logo abaixo. Obrigada, Eliane!

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(https://twitter.com/SenadoFederal/media)

Direito de imagem

No dia 30 de setembro aconteceu no Colégio Salesiano a abertura da MINIOLIS, Olimpíada dos alunos do Ensino Fundamental, do 2º ao 5º ano.

O Grupo do projeto EducAção Digit@l aproveitou o momento para dar um importante recado, sobre o direito ao uso de imagem. Confira no vídeo:

Mãe, 42 anos e sim! Quero ser Mestre Pokémon!

Texto de Richelly Ramos, gestora de mídias sociais, mãe de uma aluna do 6º ano do Colégio, participa do projeto EducAção Digit@l.

Quando ouvi falar sobre Pokémon Go, decretei que não deixaria minha filha jogar. Onde já se viu sair por aí caçando monstrinhos?

Pois é, mas o negócio chegou no Brasil e baixei o jogo…Baixei já no primeiro dia, enquanto filha estava no colégio. Baixei, claro, porque sou mãe responsável e preciso saber o que acontece no mundo digital onde minha filha transita…Mentira! Baixei porque a curiosidade e a vontade de jogar foram maiores. Baixei porque em minha rede social pipocavam comentários de amigos sobre o jogo. Não, não são meus amigos de 15, 16 anos. São todos da minha idade, das mais diferentes regiões e profissões. Enfim, baixei!

Cheguei toda orgulhosa no colégio para buscar a filha, me sentindo o próprio Ash Ketchum, com meus dois Pokémons já devidamente capturados e pronta para iniciar as negociações de uso com a menina:

“Não pode, em momento algum, mesmo que Mewtwo  esteja “de boas” no meio do pátio, jogar no colégio. Colégio é celular desligado dentro da mochila o tempo todo!
Não vai sair para jogar sem um adulto responsável junto. Favor não insistir!
Primeira “bola fora” é jogo desinstalado e, dependendo da gravidade, celular confiscado até análise do caso pela  Coordenadoria Geral  da Casa, no caso, o pai e eu.”

Tudo acertado, aí estamos: mãe e filha vivendo entre pokebolas, pokestops e caçadas.

Como todo mundo, também me assusto com o alcance do jogo e o fascínio que ele exerce, e claro, com todas as notícias sobre os acidentes com jogadores (apesar de algumas já terem sido desmentidas. É sempre importante procurar a fonte das notícias). Sem falar das teorias  sobre a invasão de privacidade, o mapeamento das casas, a CIA sabendo da minha vida…Enfim, sabemos que o Facebook, Google e outros aplicativos já cruzam nossas informações e sabem até  se usamos polvilho antisséptico ou tênis pé Baruel.

Na contramão das notícias ruins, ouço relatos de famílias que saem para caçar juntas, de pessoas interagindo nas ruas, trocando comentários sobre o jogo, trocas de sorrisos  de cumplicidade quando se percebe que a pessoa ao lado também está jogando.

Uma amiga conta que seu filho que nunca faz exercícios físicos, caminhou por 3 horas caçando com os amigos numa tarde de sábado. A mãe de uma criança com autismo relata,feliz, que o jogo fez seu filho interagir com as outras crianças da vizinhança. A BBC publicou uma reportagem em seu site sobre como o Pokémon Go transformou a vida de um jovem com autismo que não conseguia sair de casa. Um professor usou o jogo para ensinar trigonometria aos alunos.

Mas vamos falar a verdade: andar pelas ruas com os olhos fixos numa tela de celular (e isso também vale para os adultos  que usam o celular enquanto dirigem) é perigoso e irresponsável. Eu optei por receber um alerta vibratório sempre que um Pokémon está por perto, mas, mesmo assim, já me peguei pronta para atravessar uma rua de qualquer jeito enquanto tentava capturar um Exeggcute. Todo cuidado é pouco!

Assim como tudo na vida, é preciso ter moderação com o jogo. Deixar de cumprir compromissos e responsabilidades  não é bem uma qualidade para um Mestre Pokémon. E podemos, mesmo com moderação, aproveitar muito do jogo.

Em Itajaí, alguns Pokestops estão em locais históricos. Vai dizer que não é uma ótima maneira de conhecer a cidade?

Portanto, meninos e meninas, aproveitem seu tempo livre (atenção! o tempo livre!) e cacem muito, mas cacem com responsabilidade, com todos os seus radares ligados!
Nunca cacem em locais desconhecidos, afastados ou desertos. Lembre-se que é melhor perder um pokemon, que ficar sem o celular, e não é porque o jogo é legal, que as pessoas ficaram boazinhas de uma hora para outra. Celular é caro, povo!

E no trânsito, atenção total. Queremos todos vocês e seus monstrinhos de volta em casa, no horário marcado, e inteiros!

Pokémon Go é só um joguinho (sim, eu sei, é o melhor!), um passatempo. Tem vida além da tela do celular e dá para aproveitar os dois.

Pais, mães e responsáveis, Pokémon Go também é coisa de gente grande e ocupada. Usem a desculpa de caçar Pokémons e aproveitem para sair com a família e amigos, caminhar pela cidade e passar momentos alegres com seus filhos e filhas.

Oficinas com os Pais

Com muita alegria realizamos no dia 28 de junho a primeira oficina de Educação Digital com cerca de 60 pais e mães interessados em aprofundar as reflexões sobre este tema.

As oficinas foram organizadas abordando aspectos diferentes do uso de tecnologias e as pessoas se inscreveram para os temas: Educação Infantil e Tecnologia, o tablet é o melhor brinquedo?; Grupos de WhatsApp de pais – como fica a autonomia das crianças e cuidados com exposição e conteúdos; e os filhos adolescentes e a tecnologia, as leis e cuidados com as redes sociais.

Foram muito ricas as reflexões e gostaríamos de compartilhar com todos alguns registros que nos parecem importantes para o conhecimento de toda a comunidade escolar, no sentido de continuarmos a conversa para educarmos cada vez melhor nossas crianças e adolescentes.

ofiina3Na primeira oficina, mais voltada para a Educação Infantil, o grupo conversou sobre o uso de tecnologia pelas crianças – benefício ou perda da infância? – bem como refletiu sobre qual é a idade ideal as crianças podem começar a usar o computador e assistir televisão.

Pais e Mães demonstraram estar bastante envolvidos com o tema e as discussões foram intensas. Ao socializarem suas conclusões, pontuaram que o uso da tecnologia tem muito mais desvantagens do que vantagens na primeira infância. Viram que o excesso do eletrônico pode provocar intolerância, ansiedade, dificuldade motora corporal, irritabilidade, agressividade, entre outras. Os pais e mães também perceberam os benefícios, como perseverança e atenção.

Foi unânime que o ideal na idade de 0 a 6 anos, é que as crianças tenham a possibilidade de brincar, com ou sem brinquedos, brincar evitando tantas tecnologias, brincar prevalecendo o faz de conta.

O grupo destacou que dentro das famílias é muito importante o bom senso dos pais na hora de escolher os brinquedos oferecidos às crianças e que é na família também que se inicia o processo de educação digital, ou seja, o estabelecimento de regras e combinados para o uso correto destas ferramentas.

Na segunda oficina, a proposta foi a de refletir com os pais sobre os grupos de WhatsApp, tanto das crianças como dos próprios pais e mães.

Algumas ideias apresentadas após a leitura de textos* e discussão nos pequenos grupos foram:

  • É importante que os filhos assumam as suas responsabilidades oficina1enquanto alunos e que aprendam com seus próprios erros. A proteção em demasiado, quando os pais resolvem as coisas por eles, pode lhes tirar este direito.
  • Os grupos de WhatsApp podem ser bastante positivos quando usados para dar sugestões de programação cultural, combinar algum evento da sala, fazer combinações sobre alguma atividade coletiva, mas devemos ter cuidados:
  1. Não expor as crianças;
  2. Refletir antes de postar, analisando a linguagem, conteúdo e clareza da ideia a ser compartilhada.
  3. Resolver problemas particulares pessoalmente na escola;
  4. Ética e boa educação devem nortear toda a comunicação, inclusive no ambiente virtual;
  5. Supervisão dos pais caso as crianças participem de redes sociais. A presença e o carinho constantes são o que realmente importam para a educação das crianças.
  6. Atenção às crianças mais tímidas, que podem se esconder ainda mais atrás das “telinhas”.
  7. Definição dos objetivos dos grupos e vigilância por parte dos participantes e moderadores;

oficina2Na terceira oficina, os presentes, na sua maioria pais de alunos do Ensino Fundamental II, trouxeram para o debate preocupações como o acesso às redes sociais e solicitaram formas de acompanhar o uso da internet por parte dos filhos. Surgiram relatos de cyberbullying. Manifestou-se a preocupação com a pressão que os colegas exercem sobre seus filhos para que entrem no mundo virtual. Trocou-se ideia sobre como os pais podem e devem orientar os filhos para o uso saudável das redes sociais.

Surgiu ainda a preocupação com o acesso à internet pelo Wi Fi do colégio, o que estaria prejudicando a interação entre os alunos. Falou-se da qualidade da caligrafia dos alunos e o perigo destes serem assaltados, visto que carregam consigo tablet ou smartphone.

Depois o grupo assistiu parte da palestra da Dra. Patrícia Peck, que insiste na obrigação dos pais estarem presentes na “vida virtual” dos seus filhos e empodera os pais diante deles, devolvendo-lhes a autoridade. O grupo ouviu a explanação feita pela mãe e advogada Eliane Siemann (colaboradora do grupo da Educação Digit@l), a respeito das questões legais que envolvem a utilização da internet por crianças e adolescentes, do cyberbulling, questão muito preocupante que mereceu uma lei, sancionada em novembro de 2015, e que instituiu um programa de combate à intimidação sistemática (bullying). Dúvidas foram esclarecidas e o grupo sentiu-se mais seguro para orientar os filhos. Foram sugeridas à escola algumas ações para aprimorar o processo de educação digital bem como a utilização das ferramentas e recursos digitais para fins didáticos.

As trocas que ocorreram durante o debate foram proveitosas tanto para os pais, que pela avaliação, sentiram-se mais seguros par orientar os filhos, quanto para a escola que colheu informações importantes para aprimorar o projeto Educação Digit@l e para o projeto Letramento Digital, que está sendo elaborado pelos técnicos da área da informática e pelo conjunto dos professores do Salesiano.

Uma sugestão para a reflexão deste grupo seria o texto Inteligência social, mas não houve tempo hábil. Fica o convite para a leitura, no site da UOL.

Certos de que faremos um bom trabalho em parceria, através da reflexão e ações que colaborem para a educação digital de todos, agradecemos a presença e participação. Finalizamos deixando como sugestão que assistam em família a Palestra “Cuidados e Responsabilidades com o uso da Internet”, ministrada em 2014 no Salesiano por Patrícia Peck, advogada e especialista em direito digital. O vídeo está no menu à direita no nosso blog.

* Textos utilizados para reflexão na oficina 2:

Acesse o site do nosso Colégio para ver mais fotos das oficinas!