Mãe, 42 anos e sim! Quero ser Mestre Pokémon!

Texto de Richelly Ramos, gestora de mídias sociais, mãe de uma aluna do 6º ano do Colégio, participa do projeto EducAção Digit@l.

Quando ouvi falar sobre Pokémon Go, decretei que não deixaria minha filha jogar. Onde já se viu sair por aí caçando monstrinhos?

Pois é, mas o negócio chegou no Brasil e baixei o jogo…Baixei já no primeiro dia, enquanto filha estava no colégio. Baixei, claro, porque sou mãe responsável e preciso saber o que acontece no mundo digital onde minha filha transita…Mentira! Baixei porque a curiosidade e a vontade de jogar foram maiores. Baixei porque em minha rede social pipocavam comentários de amigos sobre o jogo. Não, não são meus amigos de 15, 16 anos. São todos da minha idade, das mais diferentes regiões e profissões. Enfim, baixei!

Cheguei toda orgulhosa no colégio para buscar a filha, me sentindo o próprio Ash Ketchum, com meus dois Pokémons já devidamente capturados e pronta para iniciar as negociações de uso com a menina:

“Não pode, em momento algum, mesmo que Mewtwo  esteja “de boas” no meio do pátio, jogar no colégio. Colégio é celular desligado dentro da mochila o tempo todo!
Não vai sair para jogar sem um adulto responsável junto. Favor não insistir!
Primeira “bola fora” é jogo desinstalado e, dependendo da gravidade, celular confiscado até análise do caso pela  Coordenadoria Geral  da Casa, no caso, o pai e eu.”

Tudo acertado, aí estamos: mãe e filha vivendo entre pokebolas, pokestops e caçadas.

Como todo mundo, também me assusto com o alcance do jogo e o fascínio que ele exerce, e claro, com todas as notícias sobre os acidentes com jogadores (apesar de algumas já terem sido desmentidas. É sempre importante procurar a fonte das notícias). Sem falar das teorias  sobre a invasão de privacidade, o mapeamento das casas, a CIA sabendo da minha vida…Enfim, sabemos que o Facebook, Google e outros aplicativos já cruzam nossas informações e sabem até  se usamos polvilho antisséptico ou tênis pé Baruel.

Na contramão das notícias ruins, ouço relatos de famílias que saem para caçar juntas, de pessoas interagindo nas ruas, trocando comentários sobre o jogo, trocas de sorrisos  de cumplicidade quando se percebe que a pessoa ao lado também está jogando.

Uma amiga conta que seu filho que nunca faz exercícios físicos, caminhou por 3 horas caçando com os amigos numa tarde de sábado. A mãe de uma criança com autismo relata,feliz, que o jogo fez seu filho interagir com as outras crianças da vizinhança. A BBC publicou uma reportagem em seu site sobre como o Pokémon Go transformou a vida de um jovem com autismo que não conseguia sair de casa. Um professor usou o jogo para ensinar trigonometria aos alunos.

Mas vamos falar a verdade: andar pelas ruas com os olhos fixos numa tela de celular (e isso também vale para os adultos  que usam o celular enquanto dirigem) é perigoso e irresponsável. Eu optei por receber um alerta vibratório sempre que um Pokémon está por perto, mas, mesmo assim, já me peguei pronta para atravessar uma rua de qualquer jeito enquanto tentava capturar um Exeggcute. Todo cuidado é pouco!

Assim como tudo na vida, é preciso ter moderação com o jogo. Deixar de cumprir compromissos e responsabilidades  não é bem uma qualidade para um Mestre Pokémon. E podemos, mesmo com moderação, aproveitar muito do jogo.

Em Itajaí, alguns Pokestops estão em locais históricos. Vai dizer que não é uma ótima maneira de conhecer a cidade?

Portanto, meninos e meninas, aproveitem seu tempo livre (atenção! o tempo livre!) e cacem muito, mas cacem com responsabilidade, com todos os seus radares ligados!
Nunca cacem em locais desconhecidos, afastados ou desertos. Lembre-se que é melhor perder um pokemon, que ficar sem o celular, e não é porque o jogo é legal, que as pessoas ficaram boazinhas de uma hora para outra. Celular é caro, povo!

E no trânsito, atenção total. Queremos todos vocês e seus monstrinhos de volta em casa, no horário marcado, e inteiros!

Pokémon Go é só um joguinho (sim, eu sei, é o melhor!), um passatempo. Tem vida além da tela do celular e dá para aproveitar os dois.

Pais, mães e responsáveis, Pokémon Go também é coisa de gente grande e ocupada. Usem a desculpa de caçar Pokémons e aproveitem para sair com a família e amigos, caminhar pela cidade e passar momentos alegres com seus filhos e filhas.

Oficinas com os Pais

Com muita alegria realizamos no dia 28 de junho a primeira oficina de Educação Digital com cerca de 60 pais e mães interessados em aprofundar as reflexões sobre este tema.

As oficinas foram organizadas abordando aspectos diferentes do uso de tecnologias e as pessoas se inscreveram para os temas: Educação Infantil e Tecnologia, o tablet é o melhor brinquedo?; Grupos de WhatsApp de pais – como fica a autonomia das crianças e cuidados com exposição e conteúdos; e os filhos adolescentes e a tecnologia, as leis e cuidados com as redes sociais.

Foram muito ricas as reflexões e gostaríamos de compartilhar com todos alguns registros que nos parecem importantes para o conhecimento de toda a comunidade escolar, no sentido de continuarmos a conversa para educarmos cada vez melhor nossas crianças e adolescentes.

ofiina3Na primeira oficina, mais voltada para a Educação Infantil, o grupo conversou sobre o uso de tecnologia pelas crianças – benefício ou perda da infância? – bem como refletiu sobre qual é a idade ideal as crianças podem começar a usar o computador e assistir televisão.

Pais e Mães demonstraram estar bastante envolvidos com o tema e as discussões foram intensas. Ao socializarem suas conclusões, pontuaram que o uso da tecnologia tem muito mais desvantagens do que vantagens na primeira infância. Viram que o excesso do eletrônico pode provocar intolerância, ansiedade, dificuldade motora corporal, irritabilidade, agressividade, entre outras. Os pais e mães também perceberam os benefícios, como perseverança e atenção.

Foi unânime que o ideal na idade de 0 a 6 anos, é que as crianças tenham a possibilidade de brincar, com ou sem brinquedos, brincar evitando tantas tecnologias, brincar prevalecendo o faz de conta.

O grupo destacou que dentro das famílias é muito importante o bom senso dos pais na hora de escolher os brinquedos oferecidos às crianças e que é na família também que se inicia o processo de educação digital, ou seja, o estabelecimento de regras e combinados para o uso correto destas ferramentas.

Na segunda oficina, a proposta foi a de refletir com os pais sobre os grupos de WhatsApp, tanto das crianças como dos próprios pais e mães.

Algumas ideias apresentadas após a leitura de textos* e discussão nos pequenos grupos foram:

  • É importante que os filhos assumam as suas responsabilidades oficina1enquanto alunos e que aprendam com seus próprios erros. A proteção em demasiado, quando os pais resolvem as coisas por eles, pode lhes tirar este direito.
  • Os grupos de WhatsApp podem ser bastante positivos quando usados para dar sugestões de programação cultural, combinar algum evento da sala, fazer combinações sobre alguma atividade coletiva, mas devemos ter cuidados:
  1. Não expor as crianças;
  2. Refletir antes de postar, analisando a linguagem, conteúdo e clareza da ideia a ser compartilhada.
  3. Resolver problemas particulares pessoalmente na escola;
  4. Ética e boa educação devem nortear toda a comunicação, inclusive no ambiente virtual;
  5. Supervisão dos pais caso as crianças participem de redes sociais. A presença e o carinho constantes são o que realmente importam para a educação das crianças.
  6. Atenção às crianças mais tímidas, que podem se esconder ainda mais atrás das “telinhas”.
  7. Definição dos objetivos dos grupos e vigilância por parte dos participantes e moderadores;

oficina2Na terceira oficina, os presentes, na sua maioria pais de alunos do Ensino Fundamental II, trouxeram para o debate preocupações como o acesso às redes sociais e solicitaram formas de acompanhar o uso da internet por parte dos filhos. Surgiram relatos de cyberbullying. Manifestou-se a preocupação com a pressão que os colegas exercem sobre seus filhos para que entrem no mundo virtual. Trocou-se ideia sobre como os pais podem e devem orientar os filhos para o uso saudável das redes sociais.

Surgiu ainda a preocupação com o acesso à internet pelo Wi Fi do colégio, o que estaria prejudicando a interação entre os alunos. Falou-se da qualidade da caligrafia dos alunos e o perigo destes serem assaltados, visto que carregam consigo tablet ou smartphone.

Depois o grupo assistiu parte da palestra da Dra. Patrícia Peck, que insiste na obrigação dos pais estarem presentes na “vida virtual” dos seus filhos e empodera os pais diante deles, devolvendo-lhes a autoridade. O grupo ouviu a explanação feita pela mãe e advogada Eliane Siemann (colaboradora do grupo da Educação Digit@l), a respeito das questões legais que envolvem a utilização da internet por crianças e adolescentes, do cyberbulling, questão muito preocupante que mereceu uma lei, sancionada em novembro de 2015, e que instituiu um programa de combate à intimidação sistemática (bullying). Dúvidas foram esclarecidas e o grupo sentiu-se mais seguro para orientar os filhos. Foram sugeridas à escola algumas ações para aprimorar o processo de educação digital bem como a utilização das ferramentas e recursos digitais para fins didáticos.

As trocas que ocorreram durante o debate foram proveitosas tanto para os pais, que pela avaliação, sentiram-se mais seguros par orientar os filhos, quanto para a escola que colheu informações importantes para aprimorar o projeto Educação Digit@l e para o projeto Letramento Digital, que está sendo elaborado pelos técnicos da área da informática e pelo conjunto dos professores do Salesiano.

Uma sugestão para a reflexão deste grupo seria o texto Inteligência social, mas não houve tempo hábil. Fica o convite para a leitura, no site da UOL.

Certos de que faremos um bom trabalho em parceria, através da reflexão e ações que colaborem para a educação digital de todos, agradecemos a presença e participação. Finalizamos deixando como sugestão que assistam em família a Palestra “Cuidados e Responsabilidades com o uso da Internet”, ministrada em 2014 no Salesiano por Patrícia Peck, advogada e especialista em direito digital. O vídeo está no menu à direita no nosso blog.

* Textos utilizados para reflexão na oficina 2:

Acesse o site do nosso Colégio para ver mais fotos das oficinas!

Oficinas para os Pais – Educação Digital

O Grupo Educação Digital preparou, para o dia 28 de junho, às 19h30min, oficinas de estudos para os pais.

Vamos conversar sobre as tecnologias e como ser pais e mães digitais? O que é importante saber e estar atento em cada fase?

Para esta primeira etapa, escolhemos três temas de reflexão. Escolha um e inscreva-se!

1 – Educação Infantil e tecnologia – O tablet é o melhor brinquedo?

2 – Como ser pai e mãe de crianças nesse mundo tecnológico: Grupos de Pais no WhatsApp (como fica a autonomia das crianças – tarefas, responsabilidades, exposição dos filhos e das outras crianças…)

3 – Meu filho adolescente e a tecnologia: Informação/orientação sobre direito digital e os riscos no uso das redes sociais

As inscrições podem ser feitas através do bilhete enviado pelos alunos de Educação Infantil e Ensino Fudamental, ou enviando e-mail para colegio@salesianoitajai.g12.br, dizendo seu nome e qual oficina escolheu. Participe!

2º encontro – WhatsApp

Tivemos ontem nosso segundo encontro do ano do Projeto EducAção Digit@l.

A partir das sugestões levantadas no primeiro encontro, no dia 05 de abril, definimos o eixo “aprender a ser e a conviver” para iniciarmos nossa caminhada de estudo e partilha e o WhatsApp, por ser uma das ferramentas mais utilizadas em nossa realidade hoje, foi o “pano de fundo” para refletirmos sobre as questões ligadas ao nosso eixo Aprender a ser e conviver.

A partir da leitura dos textos que compartilhamos aqui no blog, além deste da UOL, o grupo fez várias considerações e questionamentos importantes para contribuirmos de fato com a educação digital das nossas crianças e adolescentes, dentre as quais destacamos:

  • Não se começa a dar limites aos filhos(as) na adolescência. Eles são importantes desde a primeira infância;
  • Os pais dão o exemplo de comportamento, inclusive no que se refere ao uso dos eletrônicos;
  • O que eu nao tenho coragem de dizer pessoalmente não devo publicar na internet;
  • Não tratar de assuntos particulares ou que possam expor a criança ou os próprios pais nos grupo de WhatsApp. Será que o problema pelo qual eu ou meu(minha) filho(a) está passando precisa ser de conhecimento de todos?
  • Qual o limite da participação dos pais sem ferir a autonomia das crianças?
  • Pais interferindo na vida escolar da criança podem estar dando exemplo de desrespeito à autoridade da escola e fuga das responsabilidades dos alunos.
  • Refletir antes de postar assuntos polêmicos. Pensar antes de escrever. Ler antes de publicar;
  • Procurar resolver os assuntos com as pessoas envolvidas antes de publicar no grupo de Pais/Mães, respeitando as instâncias para a resolução de problemas.
  • Cuidado com as informações que as crianças trazem, pois a interpretação dos acontecimentos pode ter sido diferente para os demais.

Por fim, o consenso foi o de que é importante se usar de bom senso, buscando a maturidade no encaminhamento das situações que vão ocorrendo.

Combinamos um encontro para toda a comunidade educativa para o dia 28/06. A ideia é fazermos oficinas com temas diversos para que as pessoas se inscrevam previamente, conforme seu interesse. Algumas ideias de temas surgiram, como:

  • Informação/orientação de especialista em direito sobre os riscos no uso das redes sociais
  • adolescentes e redes sociais
  • autonomia das crianças e adolescentes
  • WhatsApp
  • Educação infantil: o que é recomendado para esta faixa etária?

Gostaríamos de saber das sugestões de todos! Então comente e participe conosco!

Nosso grupo se reunirá no dia 07 de junho para a preparação deste encontro do dia 28. Esperamos por vocês!

 

Precisamos conversar sobre o WhatsApp

O texto de Fernanda Flores, publicado pela Escola da Vila no dia 18 de abril, traz reflexões importantes sobre o uso do WhatsApp pelos pais dos alunos. É um bom princípio de conversa, pois percebemos que muitas vezes a nossa realidade é bastante parecida com a deles.

O Jornal Zero Hora, na edição de ontem, também publicou coluna sobre o tema, sob o título “Os 3 pecados que mães cometem em grupos de escola no WhatsApp“.  Se referindo às anotações das tarefas, os questionamentos feitos pela colunista fazem pensar: “Virando a agenda escolar do seu filho, babá ou secretária (o), você não está tirando dele a possibilidade de se desenvolver em autonomia, independência e, principalmente, responsabilidade? Não confiamos em sua capacidade de anotar os deveres e as tarefas ou de estudar para as provas? Que recado você está dando para o pequeno quando, todo dia, consulta as mães para ver se ele conseguiu copiar corretamente a tarefa? ”

Boas leituras!

 

 

 

2016 – Definição dos temas de estudo

eddigitalNo dia 05 de abril tivemos o nosso primeiro encontro do Projeto Educação Digital. Ficamos muito felizes com o número de pais/mães e avó presentes.
Iniciamos o encontro com as apresentações e, em grupos, conversamos sobre o que consideramos as prioridades para este ano de 2016.

Organizamos as sugestões em dois grandes eixos, que combinam muito com quatro dos pilares da educação preconizados por Jaques Delors, presentes nos pressupostos pedagógicos do Colégio Salesiano Itajaí: aprender a ser, a conviver, a aprender e a fazer, agora no mundo digital. Além dos temas elencados na lista abaixo, foi sugerido que seja feita uma pesquisa com os alunos com o objetivo de conhecer melhor a realidade deles no mundo virtual.

Aprender a ser e aprender a conviver:

  • Formação digital para os pais
  • Efeitos do uso precoce e excessivo das tecnologias – até que ponto é bom?
  • Identidade social e virtual
  • Ética e moral – na formação das crianças e adolescentes/ no exemplo dado pelos pais
  • Não estou imune atrás do teclado – perigos da internet
  • Sexting

Aprender a aprender e aprender a fazer:

  • Como pesquisar na internet/Malefícios e benefícios
  • Seleção de informações
  • Ferramentas para uso positivo da internet: levantamento de softwares e sites
  • Novas profissões ligadas a tecnologias

Nosso próximo encontro será no dia 03 de maio, às 16h, na sala de multimídia. Mesmo que você não tenha participado deste primeiro encontro, se desejar, junte-se a nós! Inscreva-se enviando um e-mail para informatica@salesianoitajai.g12.br informando seu nome e série de seu(sua) filho(a).

Retomando o Projeto – 2016

Prezados Pais, Mães e Responsáveis

Encerramos as atividades do projeto EducAção Digit@l no ano passado com a publicação da revista EducAção Digit@l e agora pretendemos retomar os trabalhos do grupo. São muitos os desafios nesta área e vocês são nossos convidados para refletir conosco.

Nosso primeiro encontro será no dia 05 de abril, terça-feira, às 16h, na Sala de Multimídia.

Participe conosco! Inscreva-se enviando um e-mail para informatica@salesianoitajai.g12.br